segunda-feira, 9 de julho de 2007

Premiação no concurso leiteiro da 48ª ExpoAgro

09/07/2007
O presidente da Fundação Rural de Campos (FRC), Maurício Maciel, juntamente com diretores da instituição, além do representante da Parmalat do Brasil, Marco Bruno e o deputado estadual João Peixoto (PSDC), participaram na noite de sábado da entrega de premiação do concurso leiteiro da 48ª Exposição Agropecuária do Norte Fluminense e 32ª Exposição Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro. No concurso deste ano foram vencedoras as vacas primeiras colocadas nas categorias 20, 30 e 40 quilos, aproximados em produção diária, com média de 120 mil litros de leite na soma total da disputa que reuniu expositores e criadores de vários municípios do interior do Estado do Rio de Janeiro, como Campos, São José de Ubá, São Fidélis e Itaperuna.
Na categoria 20 quilos foi vencedora a vaca Baiana, de propriedade do criador Altair Cruz Silva, do município de São José de Ubá, com um total de 60.200 quilos de leite em três de concurso e duas ordenhas diárias. Em segundo lugar ficou o expositor José Adilson Melo, de Itaperuna, com a vaca Mara e produção total de 59.700 quilos de leite. A categoria 30 quilos foi para a vaca Andorinha, do criador Emerson Afonso Leite, de Itaperuna, com produção de 89.860 quilos de leite. O segundo lugar da categoria foi também para Itaperuna, com o expositor Moacyr Azevedo de Oliveira Júnior, com a vaca Vitória e uma produção total de 89.400 quilos nos três dias.
Na categoria 40 quilos foi vencedora a vaca Boa Fama, de propriedade do criador Marco Antônio Mangaravite, do distrito de Santa Maria de Campos e que também ficou com a segunda colocação, com a vaca Faculdade, com total de produção de 122.840 e 117.040 quilos de leite, respectivamente.
Potencial produtivo da região valorizado
Segundo o presidente da FRC, o concurso leiteiro valoriza o potencial produtivo da região, além de incentivar o crescimento da cultura que, a cada ano, ganha mais adeptos. “Mais uma vez, registramos o sucesso do concurso leiteiro durante a exposição agropecuária, com a presença de animais de Campos e municípios vizinhos. Agradecemos aos expositores pela participação em nossa feira e também à Parmalat do Brasil pela importante parceria na realização deste evento”, disse em seu discurso durante o evento Maurício Maciel.
Sorteio
A coordenação do concurso leiteiro ficou sob responsabilidade de Cláudio Vilella, do Núcleo Regional da Defesa Sanitária e técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-RJ), que auxiliaram no controle e pesagem do leite durante o evento. Ao final do concurso, o vice-presidente da FRC, Wedson Gebara, comandou os trabalhos no pavilhão leiteiro para a entrega da premiação em dinheiro aos criadores e o sorteio de brindes para proprietários e tratadores de animais, entre bicicletas, televisores, aparelho de som e carrinhos de leite. Os sorteios aconteceram com a ajuda das irmãs Laura, Sabrina e Mariana Motta. “É uma satisfação muito grande chegar ao final de um concurso com amigos pedindo para não esquecer deles na próxima exposição. Essa é a prova de que um evento do porte de nossa feira e com a qualidade e potencial leiteiro que possuímos, passa a ter valor junto a criadores do interior do Estado do Rio. É importante também agradecer por mais um ano poder contar com a presença de todos”, declarou o vice-presidente da FRC, Wedson Gebara.
fonte: ODIÁRIONF

O mal das distorções

09/07/2007
Embora a importância de nossa Exposição Agropecuária e Industrial atraia a atenção e o interesse de outras regiões, até mesmo de vários estados, é irrecusável abordar algumas distorções sobre a participação da economia rural fluminense, da qual Campos afigura-se como expoente, no mercado consumidor do estado, o segundo maior do País.
Com seus quase 20 milhões de habitantes, o Estado do Rio consome mais açúcar do que produz. No século passado, Campos chegou a figurar entre as cinco mais importantes cidades do País pela importância como produtor de açúcar, a época o nosso único produto de exportação. Hoje, Campos possui o maior rebanho bovino do Estado do Rio de Janeiro. No entanto, grande parte da carne exposta no comércio da cidade procede de outros municípios como Itaperuna e até mesmo do Espírito Santo. Nas gôndolas dos supermercados, produtos laticínios e derivados vêm de outras regiões, inclusive o leite, quando já tivemos aqui a nossa outrora gloriosa Cooperleite.
No atual estágio de competição do mundo globalizado, a necessidade de agregar valor a produtos primários faz-se essencial para a sobrevivência das atividades, inclusive no campo. São fatores que agregam valor aos produtos, faz prosperar a economia e contribui para a geração de empregos. A capacidade de reduzir custos pela a expansão da escala de produção é outro fator de capital importância.
A agricultura e a pecuária de um município com vocação agrícola não pode figurar de forma tão pouco expressiva no contexto do consumo regional e estadual. Na gestão da ex-governadora Rosinha Garotinho (PMDB) houve um passo de fundamental importância para a recuperação da bacia leiteira fluminense, com a reabertura da Cooperativa Central dos Produtores de Leite, através da vias administrativa e judicial.
Que o atual governo também continue a manter essa política que permita ao campo desfrutar de programas que possam reduzir as diferenças entre o interior e a capital. E caso lhe falte embasamento para a força do interior nesse processo, basta recorrer aos estudos da Fundação Getúlio Vargas, divulgados no final de 2006, em que constata o quanto o Estado do Rio de Janeiro cresceu na “era Garotinho”, de 1999 a 2006.
fonte: ODIÁRIONF

Corredor de Eucalipto

08/07/2007
Os refugiados ambientaisCom desertificação avançada, Miracema aposta em floresta plantada para conter êxodo rural
Liana Melo
De uma família numerosa, de 11 irmãos, Antonio Ramalho é o único que ainda não abandonou a roça. Ele e a mulher, Maria Lúcia, continuam capinando o mato na tentativa de colher 800 sacas de arroz por ano, como faziam há uma década. Hoje, a safra é de 180 sacas anuais e a renda familiar não passa de um salário mínimo. Dos cinco filhos, apenas o caçula, de 17 anos, permanece no campo, mas ele já está pensando em se tornar o mais novo refugiado ambiental de Miracema, como seus tios e irmãos.

O município — um dos 13 do Noroeste fluminense —, já foi auto-suficiente em arroz nos anos 70, mas hoje importa o produto do sul do país. Nos últimos anos, a área rural de Miracema sofreu, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), um dos mais alarmantes processos de degradação do solo, a desertificação. Cálculos da secretaria de Agricultura do município dão conta de que 30% do campo estão desertificados. Os efeitos desse fenômeno recaem, preferencialmente, sobre os pobres, que dependem da produção agrícola para sobreviver.

A família Ramalho é um exemplo emblemático desse fenômeno e, sem saber, passou a constar das estatísticas oficiais. Há três décadas, 34,65% dos miracemenses moravam no campo; no último Censo do IBGE, o de 2000, verificou-se que apenas 11,16% da população ainda viviam na roça. A ONU calcula que esse movimento migratório já atingiu 1,2 bilhão de refugiados ambientais no mundo. Se, num passado recente, os refugiados trocavam de cidade ou de país por motivos políticos, hoje a questão ambiental está criando uma nova geração de exilados.

— Estou perseguindo o caminho da revitalização e apostando na silvicultura. Precisamos parar de exportar miséria — comenta Carlos Roberto de Freitas Medeiros, prefeito de Miracema.

À frente de um município que arrecada apenas 7% do seu orçamento, o prefeito, que integra o Partido Verde (PV), virou um entusiasta da lei do Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE), recém-aprovada pela Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), para atrair novos investimentos. A lei nasceu polêmica, já que flexibiliza a contrapartida de mata nativa para empreendimentos agrícolas. Os 30% de Mata Atlântica que, no passado, eram preservados para cada cem hectares de eucaliptos, caíram para 20%. Está previsto ainda percentuais menores, de 12% e 15%, para áreas de até 50 hectares.

Aprovada há pouco mais de um mês, a lei é fruto de uma queda-de-braço com ambientalistas e a bancada petista da Alerj, que votou contra o texto por considerá-lo nocivo. Os opositores da lei acreditam que a silvicultura tende a agravar a degradação do solo, em vez de revertê-la. O remanescente de Mata Atlântica no Noroeste fluminense é de apenas 4,73%.
Governo tenta atrair fábrica de celulose
Indiferente à polêmica, Miracema já tem 220 hectares de floresta plantada de eucalipto, mas isso ainda é pouco. O município tem a pretensão de se transformar num corredor verde, ligando o Noroeste do Estado do Rio de Janeiro à Região Norte Espírito Santo, onde a Aracruz Celulose tem sua base industrial.

— Um deserto fluminense está surgindo embaixo do nosso nariz. É nossa obrigação interromper esse processo — defende Carlos Minc, secretário estadual de Meio Ambiente.

Ele é autor da nova lei e também da anterior, que acaba de ser revisada, já que vinha afugentando investimentos privados para outros estados que apresentam legislação mais flexível, como São Paulo e Minas Gerais.

A silvicultura hoje já se estende pelo Sul da Bahia, o Norte do Espírito Santo e o Leste de Minas Gerais. Convencido de que o Rio não poderia ficar de fora desse ciclo econômico, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Júlio Bueno, vem fazendo gestões para atrair investimentos privados para uma fábrica de celulose no estado.

— Planejar estrategicamente o Rio é uma iniciativa muito bem-vinda — avalia Celso Manzato, chefe de pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Apesar da saraivada de críticas que a nova lei vem recebendo, ele defende a silvicultura como um cultivo adequado ao estado.
EUCALIPTO GARANTE RETORNO E ATRAI PRODUTOR DO RIO, na página 30
fonte: JORNAL O GLOBO

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Buraco: Interdição na BR-356

06/07/2007
Funcionários do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes observam uma cratera na BR-356, que liga Campos a Itaperuna. O buraco fica em Cardoso Moreira, no Km 105 da via, cuja interdição obriga motoristas a fazer um desvio que aumenta a viagem em meia hora.
fonte: JORNAL O GLOBO

Vistoria Itinerante do Detran visita 18 municípios esta semana

06/07/2007
A Vistoria Itinerante do Detran visita 18 municípios esta semana. Os agentes começam as inspeções nesta segunda-feira (21/05), em Miracema, na Região Noroeste, e encerram na sexta-feira (25/05) em Piraí, na Região do Médio Paraíba.Com a visita dos agentes do Detran, os motoristas das regiões onde não há unidades do departamento não precisam se deslocar até cidades vizinhas para fazer o licenciamento anual dos veículos.
Os motoristas devem agendar a vistoria previamente ligando para 0800-20-4040 ou 0800-20-4041, de segunda à sexta-feira, das 8h às 20h. Para isso, é necessário estar com o IPVA pago e não apresentar multas no cadastro de infrações do Detran.
Confira o calendário:
21/5 - Miracema, São José de Ubá, Trajano de Moraes, Casimiro de Abreu;22/5 - Itaocara, Bom Jardim, Duas Barras, Silva Jardim;23/5 - São Fidélis, Conceição de Macabu;24/5 - Pinheiral, Santa Maria Madalena, São Sebastião do Alto, Areal, Quissamã; e 25/5 - São José do Vale do Rio Preto, Arraial do Cabo, Piraí.
fonte: DIÁRIO TEMPO REAL

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Incentivo à produção de pêssego no Noroeste

05/07/2007
Trabalho é resultado de parcerias
O governador Sérgio Cabral visita nesta sexta-feira a 48ª Exposição Agropecuária e Industrial do Norte Fluminense e 32ª Feira Agropecuária e Industrial do Estado do Rio de Janeiro. O objetivo da visita do governador é a assinatura de um convênio de cooperação técnica com as prefeituras de Campos, São João da Barra, São Francisco de Itabapoana e Quissamã. O documento visa assegurar a contrapartida da Superintendência Estadual de Rios e Lagoas (Serla) que, durante a enchente ocorrida no início do ano, repassou mais de R$ 2,5 milhões e cedeu máquinas para desobstrução e limpeza de canais.
Cabral também vai assinar 12 contratos com o Projeto Frutificar. Inicialmente, a solenidade está prevista para acontecer no auditório da Fundação Rural de Campos (FRC), às 20h, e contará com a presença do secretário de Agricultura, Pesca, Pecuária e Abastecimento, Christino Áureo; do presidente da FRC, Maurício Maciel; da presidente da Serla, Marilene Ramos; e dos prefeitos Alexandre Mocaiber (Campos); Carla Machado (São João da Barra); Pedro Cherene (São Francisco de Itabapoana); Carla Machado (São João da Barra); e de Quissamã (Armando Carneiro).
Com a assinatura do termo de cooperação técnica, inundações em propriedades rurais não acontecerão novamente porque estará garantida a continuidade dos trabalhos de limpeza dos canais. No início do ano, quando a região foi castigada pela enchente deixando famílias desabrigadas e propriedades inundadas, a Serla investiu cerca de R$ 6 milhões, através da força-tarefa para desobstrução de canais. O trabalho, iniciado em janeiro deste ano foi emergencial. O documento, a ser assinado nesta sexta-feira, vai definir a contrapartida dos municípios, para os investimentos que o órgão está realizando, como desassoreamento de rios, canais e lagoas. Segundo o secretário de Agricultura de Campos, Eduardo Alves, a participação do Governo do Estado durante a Situação de Emergência foi muito importante. “Antes, o município estava fazendo o trabalho sozinho, mas são mais de 20 canais totalizando mais de 1.500km. Com este convênio, vamos continuar a limpeza dos canais e evitar novos alagamentos nas propriedades rurais”, informou.
Neste período, mais de R$10 milhões já foram investidos no processo de limpeza dos canais. Eduardo afirma que mais de 16 máquinas, entre retroescavadeiras, drag-lines e de esteira, estiveram atuando nos canais que passam pelo município. “Só no Canal das Flechas chegamos a ter seis máquinas trabalhando ao mesmo tempo. Depois, seguiram para os canais São Bento e Coqueiros, entre outros”, informou.
fonte: ODIÁRIONF

Concurso leiteiro na 48ª ExpoAgro

05/07/2007
Ordenha de 20 vacas termina no sábado
A disputa entre as 20 vacas inscritas no concurso leiteiro da 48ª Exposição Agropecuária e Industrial do Norte Fluminense e 32ª Exposição Estadual, que acontece até domingo, no parque da Fundação Rural de Campos (FRC), na Pecuária, começa hoje. Os animais foram esgotados ontem, no pavilhão leiteiro, e a ordenha oficial será aberta hoje, às 7h, quando veterinários da Defesa Sanitária e Emater-RJ iniciam a pesagem do leite dividido por categorias, com animais de raças pura e mestiça, com segunda ordenha do dia às 19h.
Amanhã, às 7h, acontece a terceira ordenha e, às 19h, a quarta do concurso. No sábado, último dia de ordenha, o esgotamento das vacas acontece no mesmo horário, ou seja, às 7h e às 19h, com a quinta e sexta ordenha. A ordenha dura, em média, 15 minutos cada, por animal.
Os animais estão divididos em três categorias: 20, 30 e 40 quilos aproximados em produção diária. As vacas vencedoras serão as que mais se aproximarem, para mais ou para menos, da quantidade total de leite de sua categoria.
No caso das vacas inscritas na categoria 20 quilos, por exemplo, ganha a que mais se aproximar de 60 quilos, que é o peso total das três ordenhas diárias. Na categoria 40 quilos, será vencedora a vaca que se aproximar dos 120 quilos, para mais ou para menos. A fiscalização e pesagem do leite será feita pelos veterinários, sob a coordenação do coordenador regional de Defesa Agropecuária, Cláudio Villela e o vice-presidente da FRC, Wedson Gebara, que recebe criadores de vários municípios do interior do Estado do Rio. “Este ano, temos animais de municípios vizinhos como São Fidélis e de cidades distantes, como São José de Ubá, todos com alta qualidade e produção leiteira”, declara Wedson Gebara.
fonte: ODIÁRIONF